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Roteiro de Vendas por Telefone: Passo a Passo e Modelos Práticos

Por Luis Lambranho
Roteiro de Vendas por Telefone: Passo a Passo e Modelos Práticos

Vendas por telefone seguem bem vivas em 2024, e, com tanto acesso a celulares (segundo o IBGE, 88,9% da população de 10 anos ou mais tem telefone móvel pessoal, o que corresponde a 167,5 milhões de brasileiros), ignorar esse canal é abrir mão de uma avenida incrível de oportunidades nas relações B2B. Eu vejo todos os dias equipes que deslancham porque ajustaram seu roteiro, enquanto outras perdem horas e energia tentando improvisar a ligação perfeita sem método algum.

Neste artigo, compartilho aquilo que aprendi com muitos anos de mercado, apresento um passo a passo testado e modelos práticos que já fizeram e fazem diferença nos resultados comerciais. O segredo é simples, mas não fácil: estruturar o roteiro de vendas por telefone, personalizar a abordagem, treinar a equipe e apostar em tecnologia como a que apresento na plataforma Pesquisa Empresas.

Por que um roteiro faz tanta diferença nas vendas por telefone?

Já tentei vender sem roteiro. E, sinceramente, nunca tive bons resultados. A diferença salta aos olhos quando você compara um time que segue um passo a passo planejado com um que aposta só na “lábia”. O roteiro serve como um mapa: estrutura, reduz a ansiedade, reduz o número de esquecimentos importantes e libera espaço mental para o verdadeiro objetivo, que é engajar o cliente.

Vender pelo telefone pede preparo, não improviso.

Além do preparo, há outro ponto: um roteiro permite medir o que dá certo e o que precisa ser ajustado, criando base sólida para melhorias. Quando cada ligação segue um padrão, analisar taxas de conversão, identificar gargalos e treinar o time se tornam tarefas objetivas e muito menos subjetivas.

Também reforço a questão da experiência do cliente. Uma ligação ativa, seguida de um passo a passo pensado, transmite profissionalismo, respeito ao tempo do interlocutor e aumenta as chances de gerar valor real. Isso se torna ainda mais relevante no contexto B2B, onde decisões costumam ser mais racionais e menos impulsivas.

Por fim, destaca-se o fato de que roteiros não são engessados. Eles servem como guia, mas nenhuma etapa dispensa adaptabilidade e empatia. O segredo está em equilibrar estrutura e flexibilidade. Aí está uma das grandes vantagens em plataformas como o Pesquisa Empresas: você parte de dados sólidos sobre o cliente, adaptando o seu roteiro e tornando cada contato mais personalizado e certeiro.

As 6 etapas essenciais do roteiro para vendas por telefone

Dificilmente converto alguma venda por telefone sem seguir um roteiro bem delineado. Claro, há variações de um segmento para outro, mas as etapas clássicas, que explico abaixo, sempre aparecem no fundo de qualquer ligação comercial de sucesso:

  1. Preparação
  2. Abertura
  3. Sondagem
  4. Apresentação da solução
  5. Gestão de objeções
  6. Fechamento

Cada uma dessas etapas tem suas particularidades, riscos e atalhos. Compartilho agora, ponto a ponto, aprendizados, modelos práticos e dicas que extraí de contato real com clientes brasileiros de vários portes e atividades.

1. Preparação: conhecendo antes de ligar

Gasto no mínimo o dobro de tempo pesquisando sobre a empresa antes do contato, pois descobrir necessidades, contexto, tamanho e fit potencial transforma a abordagem. Para isso, costumo utilizar bancos de dados robustos como o Pesquisa Empresas, que me permitem filtrar por segmento, porte, localização e até situação cadastral.

  • Defina o objetivo da ligação: Prospecção inicial, qualificação, agendamento de reunião, apresentação de solução, follow-up ou fechamento? Cada motivo pede um roteiro ajustado.
  • Descubra o perfil: O contato realmente decide? Qual a estrutura da empresa? Quais os desafios do segmento? Posso explorar relatórios, presença digital e redes sociais profissionais.
  • Antecipe objeções: Compreenda quais barreiras são comuns naquele setor e esteja pronto para contorná-las.

Quando bem resolvida essa etapa, toda a ligação flui melhor. A venda começa antes mesmo do telefone tocar.

Pessoa pesquisando dados de empresa em notebook 2. Abertura: os primeiros segundos que mudam tudo

Em vendas por telefone, a chance de manter o cliente na linha se decide em 20 segundos. Por isso, trabalho muito a questão da abordagem inicial. Apresentar-se de maneira clara, direta e simpática quebra barreiras imediatamente. Uso sempre o nome do contato ou o da empresa para criar conexão.

Gosto de variar a abertura conforme a situação, mas cito alguns exemplos que funcionam:

  • Abertura formal: “Olá, [nome do contato], tudo bem? Falo com você da [nome da empresa]. Poderia falar com você brevemente sobre [tema da ligação]?”
  • Abertura consultiva: “Oi, [nome], tudo certo? Notei que sua empresa atua no setor [X] e imaginei que você enfrenta desafios com [problema comum do segmento]. Gostaria de entender se faz sentido conversar sobre isso agora.”
  • Abordagem com valor estratégico: “Bom dia, [nome]. Tenho informações que podem agregar ao seu time comercial, seria possível conversarmos por dois minutos?”

O objetivo, nessa fase, é conquistar a atenção do interlocutor e deixá-lo confortável para seguir a conversa. Evite perguntas muito amplas (“Tudo bem com você?”) se o contexto for mais objetivo, ou frases que soem automáticas demais (“Senhor cliente, eu estou te ligando para...”)

3. Sondagem: ouvindo para entender (e não só vender)

Nada destrói mais uma venda do que aquele vendedor ansioso, que fala sem parar e tenta empurrar solução pronta. Eu prefiro perguntar, escutar com atenção ativa e só então apresentar minhas armas. A sondagem, para mim, é a alma da venda consultiva.

Perguntar é melhor do que afirmar.

Procuro levantar questões abertas, que deixem espaço para o cliente mostrar dores, dúvidas e potencial de interesse. Quanto mais personalizada a pergunta, melhor a receptividade do contato. Exemplos de perguntas que uso:

  • “Como vocês estão atualmente lidando com [processo/desafio]?”
  • “Quais resultados buscam melhorar neste semestre?”
  • “No que sua empresa sente mais dificuldade hoje quando o assunto é [tema relacionado à sua solução]?”
  • “E, se pudesse mudar algo nessa rotina, o que faria diferente?”
  • “Usam algum sistema/plataforma/ferramenta para apoiar nesse ponto?”

Repare como este momento é de escuta, e, inclusive, de registro das informações colhidas. Um CRM bem alimentado é ouro nessa etapa, como aprofundo mais adiante.

4. Apresentação da solução: conecte a dor ao seu produto

Agora sim, só depois de entender o cenário, passo para a apresentação. Não caio na tentação de listar recursos, diferenciais e preços sem conexão alguma com o que o potencial cliente me contou. O truque é pegar as informações obtidas e fazer o link direto com o benefício que entrego:

  • “Você comentou que [dor específica]. Nosso serviço resolve isso ao permitir que [benefício prático e específico].”
  • “Vi que tempos de resposta são um ponto crítico aí. Com nosso recurso [X], a média cai quase pela metade.”
  • “Mencionei que trabalhamos junto com empresas do seu segmento e conseguimos entregar [resultado tangível].”

Quanto mais objetiva e personalizada essa etapa, maior a chance de o cliente se sentir ouvido e realmente assistido. A personalização aqui não é luxo, é diferencial competitivo, principalmente em mercados onde soluções parecem genéricas.

Apresentação de solução para cliente ao telefone 5. Gestão de objeções: quando o 'não' vira oportunidade

Esta é uma das partes que mais me fascina em vendas por telefone. Não existe abordagem realmente honesta sem objeções. Se o contato não pergunta, não duvida, não hesita, é porque provavelmente está apenas querendo encerrar logo a ligação.

Minha dica é tratar objeção como termômetro de real interesse. Clientes interessados trazem dúvidas construtivas. Quando a objeção aparece, escute e trate como sinal de que vale a pena avançar. Usar perguntas esclarecedoras pode fazer maravilhas:

  • “O que faria sentido para você avaliar este tipo de solução?”
  • “Qual barreira precisaria ser superada para considerar esse investimento?”
  • “Se tivesse uma condição diferenciada, aceleraria sua decisão?”

Nunca desvie da objeção, esclareça pontos, ofereça exemplos concretos, conte casos de outros clientes, mas sempre com honestidade. Quando a barreira for definitiva, avalie se vale registrar para outra abordagem futura.

6. Fechamento: convide para o próximo passo

Já presenciei vendedores brilhantes até aqui, mas que simplesmente travam na hora de convidar o cliente para a próxima ação. Seja marcar um “teste”, enviar proposta, agendar reunião ou mesmo encerrar o ciclo, a conclusão pede clareza e direcionamento.

Modelos simples que funcionam, na minha experiência:

  • “Podemos marcar uma demonstração nesta semana, qual horário seria melhor para você?”
  • “Se eu enviar uma proposta agora, você consegue me dar um retorno até sexta-feira?”
  • “Apoio você na decisão. Posso enviar um resumo do que conversamos para analisarmos com calma?”
  • “Prefere avançar por telefone, e-mail ou WhatsApp?”

Neste fechamento, registro tudo no CRM, inclusive dia, próximo passo, status, recados importantes. Assim, mesmo que não feche agora, mantenho histórico para acompanhamento saudável, e melhoro minha taxa de conversão em contatos futuros.

Aperto de mão virtual por chamada de telefone Dicas para personalizar e adaptar seu roteiro em cada ligação

Roteiros não são engessados, como já comentei. Na prática, adapto cada ligação conforme segmento, perfil envolvido, contexto da empresa e até horário do contato. Algumas dicas pessoais que considero valiosas nesta etapa:

  • Evite scripts neutros demais: Coloque informações específicas daquela empresa, mesmo que isso exija 2 minutos extras de pesquisa. Perguntar pelas novidades do setor, citar ações recentes da empresa nas redes, ou mesmo comentar dados de mercado aproxima o contato.
  • Alinhe a linguagem ao perfil do público: Para setores tradicionais, mantenho formalidade e objetividade. Startups costumam aceitar conversas mais fluidas. Adapte vocabulário, ritmo e até exemplos.
  • Escute mais do que fala: Adapte o roteiro conforme a reação do cliente. Se o contato está engajado, aprofunde; se estiver apressado, seja sucinto.
  • Flexibilize etapas: Se a chamada for rápida, combine sondagem e apresentação em um bloco só. Se houver tempo e interesse, aprofunde cada passo.
  • Relacione ofertas a dores levantadas: Se o cliente comenta dificuldades com prospecção B2B, já linko com funcionalidades do Pesquisa Empresas para listas segmentadas, por exemplo.

Exemplos práticos de scripts e mensagens para diferentes situações

Um dos maiores ganhos que tive na carreira foi criar versões alternativas para situações clássicas de vendas por telefone. Gosto de experimentar variações e registrar os resultados no CRM. A seguir, compartilho exemplos reais para prospecção, follow-up e fechamento, sempre com espaço para personalização:

Script para prospecção fria (cold call)

“Olá, [nome], tudo bem? Aqui é [seu nome], da [empresa]. Identifiquei algumas oportunidades para sua empresa no setor [X] e gostaria de entender se faz sentido explorarmos juntos. Você tem dois minutos para conversarmos?”

Trago um dado sobre o segmento ou empresa (por exemplo, crescimento do setor, mudança tributária recente, etc.) e faço uma pergunta que mostre atenção ao contexto:

“Vi que cresceram nas exportações este ano, isso trouxe algum desafio novo em [tema que minha solução resolve]?”

Script de follow-up (após reunião ou envio de proposta)

“Oi, [nome], só para acompanhar: consegui resolver aquela dúvida sobre [assunto discutido]? Gostaria de saber como você avaliou a proposta que enviei e se há algum ajuste necessário para avançarmos.”

Procuro explorar o timing, buscando um compromisso claro:

“Se precisar de mais informações ou quiser marcar uma rápida ligação para alinhar expectativas, fico à disposição.”

Script de fechamento (próxima etapa concreta)

“[Nome], fiquei feliz com nosso avanço. Para agilizar o processo, posso lhe enviar o contrato? Ou prefere agendar uma demonstração completa antes de decidir?”

Dou sempre duas opções para facilitar o sim, e deixo espaço para o contato sentir controle do processo. Esse tipo de abordagem aumenta muito minha taxa de conversão em relação a perguntas genéricas (“O que você acha?”).

Anotações de roteiro de vendas em telefone Qualificação de leads e personalização: como potencializar resultados?

Conversando com muitos times de venda, percebi que grande parte das oportunidades perdidas acontece antes mesmo do contato inicial: por falta de qualificação e personalização. Trabalhar listas segmentadas de leads, filtradas de acordo com fit real e potencial de compra, multiplica o retorno por ligação.

Um ponto forte da pesquisa de empresas como plataforma é permitir gerar listas segmentadas, já integradas a critérios de tamanho, segmento e atuação, usando dados atualizados. Isso reduz o desperdício de tempo com contatos frios sem potencial. Falo mais disso em um conteúdo específico sobre geração de leads B2B eficazes.

Personalizar roteiro não é só tratar o nome do cliente diferente, mas é mudar perguntas, exemplos e até a oferta conforme o lead avançou no funil ou foi marcado no registro do CRM. Ao adaptar o contato ao estágio do lead (topo, meio ou fundo de funil), a taxa de conversão tende a disparar.

  • Topo de funil: perguntas educativas e diagnósticas, sem vender direto.
  • Meio de funil: vincular desafios reais a soluções concretas, trazendo exemplos e provas sociais.
  • Fundo de funil: foco em diferenciais e condições favoráveis, incentivo ao fechamento.

Acompanhamento e registro no CRM: disciplina e inteligência comercial

Para mim, a diferença entre abordar 10 contatos aleatórios ou criar uma engrenagem de vendas eficiente está na disciplina de registrar cada contato, etapa, resposta e objeção no CRM. Isso permite mapear gargalos, identificar padrões e treinar melhor os próximos roteiros.

O CRM se torna não só registro histórico, mas um laboratório de roteiros de vendas telefônicas: onde testar, medir e evoluir roteiro após roteiro. Recomendo que cada ligação contenha:

  • Resumo do diálogo
  • Dores levantadas/problemas e expectativas
  • Objeções e respostas dadas
  • Reações positivas ou negativas do lead
  • Próximos passos claros e prazos
  • Avaliação do próprio vendedor sobre o andamento

Se ainda não utiliza CRM, ou deseja entender mais sobre sua função estratégica para times B2B, indico este guia sobre gestão de relacionamento com o cliente.

Treinamento constante: o diferencial das equipes que convertem mais

Em meus anos de consultoria e gestão, notei que times que revisam coletivamente seus roteiros, gravam ligações para análise, simulam situações reais e compartilham aprendizados mais rapidamente identificam o que funciona.

Roteiro bom é roteiro treinado.

As principais práticas que costumo recomendar para a rotina de treinamento são:

  • Role play entre vendedores: Simulações de ligação, alternando papéis de vendedor e cliente. Cada participante aprende nuances do outro lado.
  • Treinamento sobre objeções: Criação de bancos de dúvidas e respostas eficazes, atualizadas numa base acessível.
  • Análise de gravações: Revisar ligações reais (sempre com autorização), identificar pontos de atenção e ajustes necessários.
  • Adaptação a novos cenários: Sempre que um segmento novo entra na carteira, treino específico para aquele público.
  • Feedbacks rápidos: Após ligações relevantes (ganhas ou perdidas), alinhar em reuniões de equipe o que fez diferença.

Naturalidade da conversa: não leia, dialogue

A principal crítica que faço a roteiros prontos é quando eles viram “leituras mecânicas”. Ninguém gosta de sentir que está conversando com um robô, mesmo em ligações comerciais. Por isso, eu insisto: aprenda o script, mas nunca leia palavra por palavra. Prefira estruturar tópicos e frases-chave para guiar o raciocínio, e adapte o ritmo, o tom e até a ordem das perguntas conforme o desenrolar do diálogo.

O telefone pede diálogo, não monólogo.

Também oriento usar pausas estratégicas (deixe o cliente reagir), evitar interromper respostas e demonstrar empatia sincera em cada comentário (“Imagino que esse desafio realmente dê trabalho aí”, “É bacana ouvir isso de você”, etc.).

No dia a dia, costumo gravar trechos, treinar variações e atualizar minhas principais objeções e respostas “de bate-pronto”. Isso permite soar natural e ao mesmo tempo seguro em cada contato.

O uso de modelos prontos: base para ganhar tempo e melhorar sempre

Já me perdi em várias planilhas, resumos e listas de “melhores falas” ao longo da carreira. Descobri que usar scripts prontos economiza tempo, desde que sirvam só como ponto de partida. Destaco vantagens concretas:

  • Padrão mínimo garantido: O modelo reduz chance de esquecer detalhes importantes em etapas-chave.
  • Facilidade para treinar novos colaboradores: Quem está começando ganha confiança e tem referência segura.
  • Gancho para melhorias: Ao adotar um modelo aberto, registro ajustes após cada ligação, o que funcionou, o que travou, o que precisa ser reescrito.
  • Acompanhamento da performance: Comparo diferentes versões de scripts e identifico qual entrega mais conversão.

Ao segmentar listas de contatos pela plataforma do Pesquisa Empresas, costumo separar modelos de acordo com tipos de cliente, segmento, porte ou etapa do ciclo comercial, o que ajuda a personalizar cada abordagem sem perder tempo.

Equipe de vendas treinando roteiro por telefone Casos reais: adaptações que fizeram a diferença

No meu trabalho apoiando equipes de diversos setores, percebi que pequenas adaptações nos roteiros geram ganhos surpreendentes. Compartilho situações vividas no dia a dia, com aprendizados valiosos:

Segmento de saúde – abordagem humanizada

Vendedores desse setor, ao tirarem o foco do “produto” e direcionarem perguntas para o impacto nos pacientes e na gestão, viram as conversões subirem. Por exemplo, usar:

“Como vocês estão organizando o agendamento de exames com volume acima da média?”

Essa pergunta ativou interesse real, pois endereçou um problema comum entre clínicas, diferente de vender a mesma solução genérica para todas.

TI e tecnologia: linguagem menos técnica, foco no resultado

Em empresas de software, já vi vendedores perderem leads ao listar funcionalidades puramente técnicas. Ajustar o roteiro para mostrar o resultado prático (“Com nosso produto, o gestor ganha 2h por semana para focar no estratégico”) triplicou a resposta positiva dos contatos.

Setor de serviços: superando objeções sobre preço

Ao registrar objeções recorrentes (“Não tenho orçamento para isso agora”) e estruturar respostas relacionando o custo à economia de tempo e redução de retrabalho, aumentou-se a aceitação. A pergunta:

“Se nossa solução ajudar a economizar duas horas de trabalho da sua equipe por semana, já paga parte do valor investido, faz sentido para você?”

Conhecer de forma profunda a dor do cliente faz toda diferença, independente do segmento. É assim que preparamos cada roteiro, testamos, refinamos e documentamos para as próximas oportunidades.

Integrando outras estratégias ao roteiro telefônico

A venda por telefone dificilmente acontece de maneira isolada. Muitas vezes, combino ligações com outras estratégias de prospecção digital, como e-mails, redes sociais profissionais e automação de mensageria.

No meu artigo sobre prospecção digital e tradicional, mostro casos onde a combinação entre o contato frio por telefone e uma cadência de e-mail marketing (como explico neste guia de e-mail marketing) aumenta a taxa de retorno e gera mais encontros comerciais produtivos.

Além disso, não abro mão de usar dados atualizados sobre o mercado em todo contato comercial. Gosto de trabalhar listas segmentadas e, sempre que possível, personalizo ao máximo a primeira abordagem. Faço questão de monitorar taxas de resposta e fazer ajustes semanais nos roteiros.

Oportunidades e tendências para vendas telefônicas B2B em 2024

Com a massificação dos smartphones (lembre-se daquele dado do IBGE sobre a penetração dos celulares em 2024), nunca foi tão acessível abordar decisores de empresas, inclusive de porte menor, muitas vezes fora do radar das estratégias tradicionais. Plataformas modernas, como o Pesquisa Empresas, ajudam não só a identificar esses leads mas também oferecem recursos para exportação rápida, filtros detalhados e navegação amigável, acelerando toda etapa de qualificação e abordagem.

Ao observar tendências, vejo destaque para:

  • Roteiros cada vez mais consultivos e personalizados
  • Integração dos dados de CRM com ferramentas de automação
  • Inteligência de dados para gerar listas “quentes” realmente alinhadas ao ICP
  • Uso de insights do próprio time para ajuste contínuo das abordagens
  • Capacitação recorrente em técnicas de rapport e storytelling

Se você busca acesso ao universo de empresas brasileiras e quer criar roteiros que realmente convertem, recomendo conhecer a proposta do Pesquisa Empresas. O poder está muito mais em como você estrutura e adapta o contato do que no canal em si.

Evite estes 7 erros no script de vendas por telefone

Ao revisar ligações e acompanhar resultados, notei que certos deslizes atrapalham a maior parte das prospecções telefônicas. Compartilho um checklist do que sempre ajusto nos meus projetos:

  • Fala mecânica: Quem só lê o script soa distante. O ouvinte percebe de cara.
  • Ignorar objeções: Desviar da dúvida só gera desconfiança. Acolha e esclareça.
  • Focar só em preço: Quando a conversa vira disputa de centavos, perde-se o valor real.
  • Não definir próximo passo: Ligações sem encaminhamento claro acabam esquecidas.
  • Fazer perguntas demais, sem escutar: O excesso de perguntas mecânicas cria desgaste e afasta.
  • Não registrar tudo no CRM: Sem histórico, perde-se potencial de conversão futura.
  • Negligenciar treinamento: Roteiro parado não evolui. Os melhores times treinam, testam e melhoram sempre.

Bons roteiros de vendas por telefone são vivos, flexíveis e frutificam na experiência de cada chamada. Por isso, mantenha disciplina para adaptar, registrar e evoluir a cada ciclo.

Conclusão: o roteiro de vendas por telefone como motor de resultados sólidos

Ganhei confiança, visão estratégica e consistência nos resultados ao investir em técnicas e ferramentas capazes de tornar o contato telefônico uma arma poderosa de conversão. Estruturar um roteiro bem pensado para vendas por telefone faz toda a diferença não apenas para quem vende, mas principalmente para o cliente, que sente o cuidado e profissionalismo.

A fórmula, para mim, sempre passa por:

  • Preparação detalhada
  • Abordagem personalizada
  • Sondagem verdadeira, ouvindo com atenção
  • Apresentação de solução feita sob medida
  • Gestão proativa e honesta das objeções
  • Fechamento claro, objetivo e relacional
  • Disciplina de registro e revisão contínua

Esse caminho, aliado à adoção de plataformas que reúnem informações atualizadas do mercado, como o Pesquisa Empresas, potencializa os resultados e coloca qualquer negócio à frente, independente do ramo.

Se você deseja aprimorar a rotina comercial, criar listas B2B qualificadas e construir roteiros de vendas por telefone que geram receita de verdade, sugero experimentar hoje mesmo os recursos da minha plataforma. Descubra como estruturar contatos inteligentes e aumentar conversões nas suas próximas ligações.

Perguntas frequentes sobre roteiros de vendas por telefone

O que é um roteiro de vendas por telefone?

Um roteiro de vendas por telefone é um guia estruturado que orienta cada etapa da ligação comercial, garantindo clareza, organização e aumento do índice de conversões. Ele inclui desde a preparação, passando pela abordagem ao cliente, sondagem, apresentação da solução, até o fechamento e o registro. O roteiro traz frases-chave, perguntas, respostas para objeções e serve para manter naturalidade sem depender de improviso.

Como montar um roteiro de ligação eficiente?

Para montar um roteiro de ligação eficiente, defina o objetivo da chamada, prepare-se estudando o perfil da empresa, estruture uma abertura clara e empática, prepare perguntas de sondagem, conecte as soluções apresentadas às dores do cliente, antecipe objeções e proponha sempre uma ação concreta para fechamento. Ajuste exemplos, linguagem e ritmo conforme o segmento e o perfil de cada contato, apostando em personalização e flexibilidade.

Quais são as etapas principais de um roteiro?

As etapas principais de um roteiro de vendas por telefone são: preparação, abertura, sondagem, apresentação da solução, gestão de objeções e fechamento. Manter disciplina nessas fases aumenta a eficiência da ligação e tende a elevar significativamente a taxa de conversão, especialmente se cada etapa for adaptada ao contexto do lead.

Vale a pena usar roteiros prontos de vendas?

Sim, roteiros prontos servem como base para que o vendedor ganhe segurança, velocidade e padrão de qualidade, mas é fundamental adaptá-los para fugir de uma abordagem repetitiva. Os scripts devem servir de ponto de partida, com espaço para personalização conforme segmento, perfil do cliente e cenário de cada abordagem.

Onde encontrar exemplos de roteiros de vendas?

Exemplos de roteiros de vendas por telefone podem ser encontrados em conteúdos especializados como este artigo, em blogs de empresas do setor B2B (como o Pesquisa Empresas), treinamentos corporativos e apresentações em eventos comerciais. É indicado atualizar e ajustar modelos às necessidades de cada negócio, sempre testando e evoluindo conforme as respostas dos clientes.

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